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Transcrição

Professores Adivinham Quem Está Chapado

11 min de vídeo · 2 mil palavras

Legendas em português

Professores Adivinham Quem Está Chapado é um episódio do Canal Foco no formato Testando o radar, sobre sociedade, publicado no YouTube em 19 de março de 2024. O vídeo tem 11 min e 1,48 mi de visualizações.

Transcrito em 9 de outubro de 2026. Todas as transcrições

Cada minuto é um botão que toca o vídeo a partir daquele trecho.

Participante

[risos] Não dá! Ela olha já. Ô meu Deus! [risos]

Participante

Você fumou quanto tempo?

Participante

[música de introdução] Meu nome é Karen Arantes, tenho vinte e sete anos e sou professora de teatro.

Participante

É, alô galera, meu nome é Gláucio dos Santos, eu tenho cinquenta e três anos, sou biólogo, trabalho na área de pesquisa e também trabalho na área de licenciatura, né? Dando aula também.

Participante

Sou Pedro Rodrigues, tenho trinta e um anos, sou professor de geografia. Trabalho numa empresa de turismo pedagógico há cerca de um ano e meio e sou pesquisador também.

Participante

Algum aluno já ficou chapado na sua aula?

Participante

Já, já.

Participante

Provavelmente.

Participante

Não que eu saiba.

Participante

[música de fundo] Tudo bem?

Participante

Tudo bem.

Participante

Seu nome?

Participante

Meu nome é Atheenza Dionizio.

Participante

Nome e sobrenome.

Participante

Exatamente.

Participante

Olha.

Participante

Tenho trinta e cinco anos, sou graduada em Direito.

Participante

Tá nervosa?

Participante

Não, você tá?

Participante

Não, eu tô bem também. [risos]

Participante

É, que que cê gosta de fazer nas horas vagas?

Participante

Gosto de viajar, é, ir pra festa.

Participante

Praia ou cachoeira?

Participante

Praia.

Participante

Comida preferida?

Participante

Japonesa.

Participante

Soltinho ou prensado?

Participante

Hã?

Participante

Soltinho ou prensado?

Participante

Ah, tá. Soltinho.

Participante

Soltinho. Beleza.

Participante

E qual tipo de música você ouve?

Participante

Eu gosto de música eletrônica, gosto de rock.

Participante

Pode fechar os olhos?

Participante

Posso. [música de fundo] Uma bola ficou rolando. [risos]

Participante

Top cinco ervas medicinais.

Participante

Não tenho top cinco.

Participante

Na-

Participante

Não tenho.

Participante

Não tem? Não existe?

Participante

Outra pergunta.

Participante

Tá.

Participante

Da planta, da cannabis, você usa a folha ou a flor?

Participante

A flor.

Participante

É. [risos]

Participante

É como se fosse uma massagem relaxante.

Participante

Se veredita é difícil, né? Mas eu a-- não sei, cara. Acho que não.

Participante

Eu acho que já fumou, mas hoje não.

Participante

Eu acho que ela tá levemente chapada. Oi.

Participante

Oi, tudo bem?

Participante

Tudo bom? Qual seu nome, desculpa?

Participante

Thaís.

Participante

Thaís? Tudo bem? Cê faz o quê?

Participante

Eu sou artista.

Participante

Ah, que legal.

Participante

Sou musicista também, toco percussão, bateria.

Participante

Qual a capital da Bósnia?

Participante

Não faço ideia.

Participante

Qual estilo de música você gosta de ouvir?

Participante

Gosto de black music, né, músicas antigas, retrô, pagode e um pouquinho de sertanejo também.

Participante

Lemon Haze ou Orange Kush?

Participante

Não faço ideia, não sei quem são. É uma pessoa?

Participante

Aí você responde o que cê quiser.

Participante

Lemon Haze. [risos]

Participante

Vou formar uma frase, você vai falar o que que essa frase significa pra você. Acende essa vela aí.

Participante

Eu pego o isqueiro e acendo.

Participante

Pega o isqueiro. [risos]

Participante

Qual o sonho mais doido que você lembra, assim?

Participante

Foi quando eu tava num jardim cheio de flores, do nada eu tava comendo hambúrguer. [risos]

Participante

Quando você chapa, que que cê costuma fazer logo após?

Participante

Ah, eu só relaxo. [risos]

Participante

Relaxa? No caso, pra estudo também?

Participante

Pra estudo também, pra abrir a mente.

Participante

[música de fundo] Você fuma?

Participante

Fumo.

Participante

Qualquer coisa?

Participante

Não, só maconha.

Participante

Só maconha?

Participante

Uhum.

Participante

Descreva como ocorre o processo de vulcanismo na Terra.

Participante

Não sei, isso depende do estado climático. Esquenta lá o vulcão e ele evapora.

Participante

Não, tudo bem. Ninguém é obrigado a saber isso. [risos]

Participante

Ela não tá chapada.

Participante

Não, ela não está chapada.

Participante

Acho que você tá chapada. Mas não sei também.

Participante

Tudo bem, cara?

Participante

Tudo bem.

Participante

Pode se apresentar pra mim?

Participante

Então, me chamo Ebert, tenho vinte e dois anos, moro em Belo Horizonte, baixada fluminense.

Participante

Jogador, jogador.

Participante

Como é que sabe?

Participante

Oh, ó.

Participante

É.

Participante

É.

Participante

Camisa deles.

Participante

Ah, droga. Mas cê é jogador?

Participante

Sou.

Participante

Ah, é?

Participante

Cara, eu quero que cê conte uma história que contenha-- cê pode inventar uma história agora, que contenha uma bola, um unicórnio e dois arco-íris.

Participante

Eu não consigo.

Participante

Tem uma, uma, uma, uma frase, né, que a galera costuma dizer depois que chapa, que tá na larica, cara. Tu podia me explicar mais ou menos que eu...

Participante

Pô, cara, assim, dá uma fome absurda.

Participante

É, né?

Participante

Canta pra mim a primeira música que vem na sua cabeça.

Participante

Não vem nenhuma.

Participante

Hã, não, mas vem alguma.

Participante

Pior que não vem nenhuma.

Participante

Não, alguma vai chegar.

Participante

Aquela do, do Exaltasamba.

Participante

Hã.

Participante

Aquela assim, ó.

Participante

Hã.

Participante

"Não seria justo ficar do se..." [risos]

Participante

Com piteira ou sem piteira?

Participante

Sem, mano.

Participante

Sem piteira.

Participante

Teu estado do hu-- de humor, como é que fica?

Participante

Ah, fica mais o habitual mesmo, relaxadão.

Participante

Cê é músico?

Participante

Sou.

Participante

Cê-- o que que cê toca? Ou você canta?

Participante

Violão, baixo, guitarra, cantar...

Participante

E seu estilo?

Participante

De vez em quando. Ah, de tudo um pouco. Gosto de uma bossa nova, MPB, funk, pagode.

Participante

Qual a bebida favorita quando cê tá com a boca muito seca, quando cê tá, tipo, morrendo de sede, aí você-

Participante

Pô, cara, água.

Participante

Água, né?

Participante

Água.

Participante

É a melhor de todas.

Participante

Ah, tá uns olhinho vermelhinho.

Participante

É o sol.

Participante

O sol?

Participante

É.

Participante

Que sol, menino? Tá chovendo. [risos] Você não sabe que tá chovendo?

Participante

Não, tô aqui dentro.

Participante

Ah, não, tá chapado. Não tem como. [risos]

Participante

Não, não.

Participante

Não.

Participante

Você acha que o Ebert está chapado agora?

Participante

Eu acho que está, cara.

Participante

Será que você tá chapado? Eu não sei. Acho que sim.

Participante

Quem sabe é tu, cara.

Participante

Eu não, quem sabe é você, né? Eu não vi nada, eu falei pra você que eu falo. E aí, Anderson, tudo bem?

Participante

Beleza.

Participante

Prazer, sou Pedro. Tranquilo.

Participante

Faz o quê?

Participante

Sou filmmaker.

Participante

Uh, filmmaker. Pode chapar no trabalho?

Participante

Pode.

Participante

Olha!

Participante

Praia ou cachoeira?

Participante

Cachoeira devido ao sol, como eu gosto muito de pegar sol.

Participante

Hum, tem bastante sombra, né? Sim.

Participante

Por que que cê acha que o cannabis deve ser legalizada? Se sim, o porquê? E se não, o porquê também.

Participante

Já tem bastante estudos científicos, né, pra comprovar o uso. E não, a gente não pode esquecer que é uma droga.

Participante

Uhum.

Participante

Quem consome gera um vício. Então são muitos fatores e, e casos a analisar antes de liberar uma droga.

Participante

É, soltinho ou prensado?

Participante

Pô, soltinho.

Participante

Soltinho.

Participante

Pô, prensado é esculacho.

Participante

[risos] Com piteira ou sem?

Participante

Pô, piteira.

Participante

Piteira. Piteira ou piteirinha?

Participante

Aí depende do quanto tu for jogar na seda. [risos]

Participante

Eu vou rir, porque eu não-- [risos] tô acostumado com-- [risos] com gente me encarando assim.

Participante

Cê é alto, né?

Participante

Sim.

Participante

Quanto cê tem de altura?

Participante

Um e oitenta e um, se eu não me engano.

Participante

Caraca, eu tenho um e sessenta.

Participante

É, tamo mais ou menos isso daí.

Participante

Vamo ver se cê é capaz de contar uma história contendo uma bola, um unicórnio e dois arco-íris.

Participante

Eu fui trabalhar, é, no Lajedo do Pai Mateus, na Paraíba. E lá tem eno-enor-enormes pedras redondas, super redondas. Uma bola se, se despenderia, com a velocidade dela poderia fazer um rastro de luz no meio da chuva, parecendo os arco-íris e matar o unicórnio. Pronto. [risos]

Participante

Quais os horários você gosta mais de chapar?

Participante

Não existe horário pra quem é um, um viciante ou usuário de droga.

Participante

De fogo ou brasa.

Participante

Fogo, né? Por isso não tem o fogo, tu não tem a brasa.

Participante

Faz sentido. Faz sentido.

Participante

A mesma pergun-- a mesma pergunta do, da galinha ou o ovo.

Participante

É, do-- galinha. Faz sentido. E quem nasceu primeiro?

Participante

Até hoje eu não sei, mas ó a pergunta. [risos]

Participante

Cê fuma há quanto tempo?

Participante

Faz tempo, hein? [risos]

Participante

Todo dia?

Participante

Sim.

Participante

É, ele tá chapado. Só tipo, não tá chapadão de uôu, porque tá acostumado.

Participante

Chapado. [risos]

Participante

Eu acho que ele não está chapado. Fala aí. Beleza, cara. Bom dia.

Participante

O que que cê curte fazer?

Participante

Ah, eu curto ir pra praia.

Participante

E à noite?

Participante

Eu vou pra praia de noite. Amo pra praia de noite.

Participante

Cê prefere viajar pra montanha, pra praia?

Participante

Prefiro montanha, camping.

Participante

Queria que cê falasse um pouquinho, é, sobre o teu histórico chapando e há quanto tempo você chapa.

Participante

Olha, eu chapo de, é, tem uns três anos, basicamente. Porém, eu sou controlável, porque eu gosto de fumar quando eu tô com ansiedade, por exemplo.

Participante

Bebida favorita?

Participante

É suco de laranja.

Participante

De caixinha ou...

Participante

Não, natural. Se for de caixinha, eu prefiro água.

Participante

Tudo natural?

Participante

Uhum. Não, não tudo.

Participante

Pra tu resolver as coisas na vida.

Participante

Depende. [risos] Depende do momento.

Participante

Quando você fuma, qual o gênero musical você gosta de ouvir e por que, cara?

Participante

Eu gosto de escutar pop, porque é um ritmo animado. Aí eu gosto de dançar.

Participante

Eu quero que você descreva uma larica perfeita.

Participante

Tem que ter pelo menos dois hambúrgueres, batata frita.

Participante

Como que é esse hambúrguer?

Participante

Cada lanche, no caso, tem que ter dois hambúrguer, né, batata frita e uma coca.

Participante

Você comeria agora isso?

Participante

Agora não.

Participante

Eu comeria agora. [risos] Alguém se entregou legal.

Participante

Alguém se entregou.

Participante

Mas acho que tu não tá. Acho que tu até fuma, mas acho que tu não tá chapado.

Participante

Tá. [risos] Fechou.

Participante

Eu acho que ele tá chapado.

Participante

Beleza, ele não tá chapado. [risos] Não dá, ela olha já. Oh, meu Deus. [risos] Cê fuma há quanto tempo? Tá mudando.

Participante

Olá, tudo bem?

Participante

Oi.

Participante

Cê pode se apresentar?

Participante

Claro. Meu nome é Juliana Satler, eu tenho vinte e nove anos. Eu sou atriz, sou professora de teatro e artista visual.

Participante

No momento você estuda?

Participante

Aham, sou graduanda de licenciatura em teatro.

Participante

Qual que é o sonho mais doido que cê já teve na vida?

Participante

Não sei, eu tenho muito sonho doido.

Participante

Geralmente quem fuma não sonha muito, né? Né? [risos]

Participante

E você costuma chapar com seus amigos do trabalho, da faculdade?

Participante

Da faculdade.

Participante

Da faculdade sim, do trabalho não?

Participante

Não. Não.

Participante

Então fica assim sempre?

Participante

Depende, depende.

Participante

Caraca, deve ter fumado uma tora, porque tá muita coisa. [risos] Assim, eu posso fazer várias perguntas, mas não tem porquê.

Participante

É, seu lazer, hobby, que que cê mais gosta de fazer quando cê não tá trabalhando?

Participante

Eu gosto de ir à praia, gosto de ir pra cachoeira, gosto de ler, gosto de fazer nada.

Participante

Fazer nada é muito bom, né? Nossa.

Participante

É maravilhoso.

Participante

Melhor coisa pra fazer é nada.

Participante

Ok, ela não tá chapada.

Participante

Ela tá chapadíssima. Não tem... [risos]

Participante

Eu acho que você não tá chapada. [risos] Mas é isso. Será que eu acertei?

Participante

Difícil, difícil. Muito difícil. Eu não sei se é porque todo mundo carioca, mora no Rio há muito tempo. Então, o carioca ele já sabe como é que é a pista, né, já sabe como é que é a rua. [risos] Ele tem que disfarçar, menino.

Participante

Porra, pela cara deles, eu acho que eu errei tudo.

Participante

Acho que eu acertei dele. [risos] Nunca fumei na vida.

Participante

Quem está chapado levanta a mão.

Participante

Mentira. [risos] Não. Não.

Participante

[risos] Acertei.

Participante

Cinquenta por cento, hein? [risos] Pô, ele começou a rir, cara. Demais, cara. Quando a gente falou, ele começou a rir, passar a mão, falei: "Porra, é bom."

Participante

Ela tava se fazendo então, né?

Participante

Não, eu era assim mesmo.

Participante

Só que... [risos]

Participante

E todo mundo eu achei que tinha um grau de, de alguma coisa ali, mas... [risos] É porque isso que eu tô falando, carioca, cara